31 outubro 2012
left - brain - right
Até o cérebro, na sua estrondosa complexidade, comprova que o importante da vida é o equilíbrio entre opostos|coisas|situações... se o cérebro consegue tirar partido das suas diferenças, potenciando exponencialmente as suas capacidades, como não conseguimos nós fazer o mesmo com aqueles que nos são opostos|semelhantes?
O sentido de cooperação está enraizado em cada uma das nossas células, que 24horas por dia, trabalham|cooperam|reinventam-se para dar conta de todos os nossos desejos|necessidades.
30 outubro 2012
um banco...
apoio, encosto, descanso...
mas sobretudo um singelo amigo de leitura, de pausa, de tranquilidade entre correrias...
um banco...
discreto, modesto, presente...
mas sobretudo um delicioso momento de estar, de sentir, de apreciar...
um banco...
onde tudo cabe, onde tudo se encontra e refugia...
enfim, um banco...
entre tantos, mas este é especial... porque não é um banco, mas sim o singelo banco.
25 outubro 2012
... ligações
Como podem as relações criar um rendilhado tão eletrizante?
Como podem esses circuitos ser autosuficientes consumindo e alimentando um núcleo inteiro e diverso?
Como pode algo tão sensivel e minúsculo ser tão poderoso e belo?
A isto podemos chamar arte!
24 outubro 2012
tijoleira de madeira
Bloco a bloco, tijolo a tijolo se compõe um mosaico de madeira de uma sensibilidade e delicadeza que combina com
a rudeza e robustez de um material nobre que tem a capacidade de se manter vivo durante anos!
22 outubro 2012
mesa com memória...
... tabuados velhos, cravados de pregos, lascados de memórias, rudes mas autênticos,
cheios de corpo, cheios de alma, cheios de nada, cheios de gente...
...lembram afetos, histórias, marotices, risos... lembram aquelas mãos envelhecidas e calorosas que só os avós conseguem ter!
Aqui as velhas tábuas renascem, rejuvenescem e marcam com muito caráter o momento sagrado da refeição.
19 outubro 2012
a arte de fazer estragos
arte é transformar o mundano em algo surpreendentemente estranho...
... o imprevisível, a surpresa, a emoção, a liberdade... sim, sobretudo a liberdade... liberdade de sair da caixa e ver o mundo de cabeça para baixo, de lado, de costas, de dentro para fora e de fora para dentro... é destruir para reconstruir... é fazer estragos nos pré-conceitos e preconceitos dessas variadíssimas mentes e provocá-las ao ponto de comungarem da mesma sensibilidade... é fazer explodir uma imensidão de faíscas criativas que levantam poeiras... e desse pó fazer renascer a liberdade de criar|arriscar ...
Ousadia... Sim, a arte tem|é ousadia em grandes e largas doses!
sólidos blocos
A imaginação às vezes é mais sólida do que aparenta...
e ainda bem, porque traz com ela um aroma a pinheiro cortado, a veio serrado, a poros abertos e resina sarada...
18 outubro 2012
ao som|ritmo da vida...
agitada, fervilhante, freme, crepitante,
macia, madura, atravessada,
rude, espilhosa, amargurada,
agra, levitante,
risonha, incrédula, inconstante,
precisa, meticulosa, sombria,
quente... morna... fria...
luminosa, fluida, escorregadia,
alegre, excitante e apaziguadora,
livre, relaxante e sonhadora...
...assim segue dia a dia,
a força que te acalma e asfixia,
é um equilíbrio constante...
que num sopro delirante
atravessa o mundo em busca de harmonia...
assim sou eu, tu, nós...
que andamos ao som|ritmo da vida|música.
[janine ribeiro]
16 outubro 2012
a corda e a madeira
Tão intimas e ancestrais, fundem-se nos tons, na vida que encerram e no preceito que se transmite de mão em mão, por entre os dedos minuciosos de quem conhece a arte de enlaçar|aparar o feitio feito de linhas amadurecidas.
A ti amarro coisas soltas, nesse tabuado talhado e sábias mãos. Em ti suspendo mil e um afazeres... em ti me guardo... em ti me encerro... em ti me escondo e me revelo...
... por ti me perco e me encontro...
19 julho 2012
o meu spa!
Deixo-me seduzir nesse toque de cetim, onde a água beija-me o corpo envolvendo-me em aromas... fecho os olhos e sinto-me levitar... nada mais importa... tudo se simplifica, tudo ganha energia e equilíbrio... tudo isto, sem sair do meu refúgio.
Usufruir de um momento relaxante em casa pode parecer quase um luxo, mas talvez seja bem mais simples do que imagina, basta para tal tornar a sua casa de banho num espaço relaxante e único. Não importa se o seu espaço é pequeno, o importante é aproveitá-lo ao máximo. A limpeza visual e física contribuiem bastante para uma ambiência revigorante.
Dicas:
- faça uma limpeza profunda, a higiene do espaço contribui primordialmente para uma sensação de bem-estar.
- verifique os produtos de higiene/maquilhagem menos usados e que possam estar fora de validade. Usar produtos obsoletos pode comprometer a saúde da sua pele.
- toalhas e acessórios que se apresentem num estado debilitado devem ser trocados. Adquira elementos de cores neutras (cores pastel). Pode sempre aproveitar as toalhas velhas para panos de limpeza ou doá-las a abrigos de animais.
- introduza elementos relaxantes, pequenos apontamentos naturais conferem ao seu espaço energias positivas.
- a cor do espaço, a iluminação (seja natural, artificial - luminárias ou velas de aromas), assim como a ambiência, quando bem acauteladas, transformam a sua casa de banho e redefinem o modo como usufrui dessa experiência tão revigorante: o banho.
Faça do seu banho um momento revitalizador, descontraído e inspirador... descontraia!
17 julho 2012
Vivo debaixo do meu jardim!
No mais quente dia de verão sinto uma frescura acariciar-me a pele, sinto os aromas silvestres despertarem-me os sentidos... o meu olhar estende-se para lá desse verde que se funde intimamente com a natureza... e mergulho nessa paz, nessa fusão com o universo antes mesmo de começar um vigoroso dia de trabalho.
Gota a gota refrescas-me cada canto, cada pedacinho da minha alma... sinto essa frescura entre os dedos dos pés que se passeiam descalços por aqui e por ali... liberdade, quanta liberdade! E a cada paladar mergulho nesse imenso cheiro a mar, nesse imenso cheiro a terra, em tudo o que é vida...
Aqui reutilizo/recupero energias para começar tudo de novo a cada novo amanhecer... Aqui, debaixo do meu jardim!
12 julho 2012
Domesticar um pequeno roupeiro!
O seu roupeiro é indomável ? Parece que tem vida própria ?
Não desespere! Ficam aqui algumas dicas para domesticá-lo.
Mais do que bem estar, ter o seu roupeiro em ordem poupa-lhe tempo e energia.
Dicas:
- começo/limpeza: retire tudo do armário e aproveite para dar uma limpeza geral.
- arranjos: este é o momento ideal para fazer uma revisão nas roupas que necessitam de pequenos arranjos, mantenha-as fora do armário e só volte a arrumá-las quando estiverem arranjadas [caso contrário, vão permanecer mais uma estação fechadas sem utilidade].
- seleção: escolha|separe as roupas que usa realmente, daquelas que efetivamente não usa. Não vale a pena enganar-se a si mesmo a achar que "um destes dias volto a usar", quando sabe perfeitamente que isso não vai acontecer. Tem duas ótimas opções: opção criatividade: se gosta ou quer experimentar a costura mas tem receio de arriscar, tem aqui uma fantástica oportunidade de redefinir as peças que já não usa e convertê-las noutras peças... aproveite e divirta-se... não tem nada a perder! opção solidariedade: muitas são as pessoas que precisam de ajuda, não só alimentar, como também de vestuário, pode e deve enviar as suas roupas para instituições, associações, paróquias ou até a alguém que conheça. Saber dar é saber receber!
- categorizar o roupeiro ajuda imenso a libertar espaço e a minimizar desorganizações. Defina temas para as várias zonas [zona das calças, zona dos vestidos, zona dos acessórios...]. Vai facilitar-lhe imenso a procura e arrumação das próximas vezes! Do mesmo modo, padronizar as cores também ajuda, tente colocar as cores idênticas juntas, da mais clara para a mais escura. Será até evidente para si quais as cores que mais vigoram no seu vestuário.
- zonas altas: nas zonas menos acessíveis deve, obviamente, colocar peças de uso mais pontual. Como é o caso de roupas da estação seguinte, colchas, cobertores ou almofadas extra.
- zonas médias/baixas: por serem mais acessíveis, devem conter as roupas de uso frequente.
- padronização: esteticamente é bem mais interessante se padronizar o formato e cor dos cabides, escolha um modelo resistente [eu confesso, sou uma amante de cabides de madeira].
- varões: deve procurar separar saias, vestidos e blusas de casacos e jaquetas. Se tiver possibilidade, coloque os casacos e jaquetas num outro varão ou armário.
- roupas especiais: vestidos|fatos para ocasiões especiais [pouco usados] devem ser pendurados e mantidos em locais protegidos e envolvidos com capas, preferencialmente de tecido, para que a roupa possa respirar sem criar condensações dentro de capas plásticas que acabam por danificar os tecidos.
- calças: o organizador em guia metálica [designado calceiro] é uma ótima opção. Para gangas, bombazine e idênticas tem a alternativa de dobrá-las e organizá-las por tom.
- camisas e blusas que se amarrotem pouco devem ser dobradas e colocadas num local visível e de fácil acesso.
- gavetas: mantenha-as libertas de espaço, não as encha demasiado, permitindo que tudo nelas esteja visível. Separadores para gavetas são uma maravilhosa forma de organizar as suas gavetas, mantendo tudo minimamente no lugar [desde cartão prensado feito por si, a separadores de plástico, madeira ou até de tecido, tem ao dispor uma enorme variedade].
- peças intimas: convém que tenha uma gaveta exclusiva para o efeito. Nunca junto ao chão, sempre a média altura. Um separador é o ideal, permite-lhe organizar de forma rápida e intuitiva as suas pequenas peças intimas.
- acessórios: caso guarde malas e sapatos no seu roupeiro, tente manter um espaço exclusivo para o efeito. Não misture com outro tipo de acessórios. As caixas organizadoras são excelentes para manter organizadas as malas, sem atropelos com outros acessórios e mantendo o espaço. Para os sapatos existem organizadores específicos que mantêm a forma e o bom estado do seu calçado. Se tiver possibilidade, seria ótimo manter o calçado num armário à parte, mais junto à entrada de sua casa. Verá que é muito mais cómodo.
Para pequenos acessórios [cintos, lenços, gravatas...] pode usar separadores em gavetas, ou se perferir pendurar, pode usar cabides-mola, pequenas guias metálicas idênticas aos camiseiros ou organizadores verticais.
Mas sobretudo aproveite uma dia em que esteja realmente motivado para o fazer!
Com música pelo ar verá como tudo se torna tão mais simples e rápido... divirta-se!
09 julho 2012
a água engorda!
As madeiras são um material orgânico, que mesmo depois de cortadas mantêm-se "vivas" durante anos e reagem fisicamente a humidades e diferenças de temperatura. No verão tendem a secar e diminuir de tamanho, enquanto que no inverno a humidade do ar fá-las incharem e deformarem, algumas delas chegando a empenar vários centímetros. As madeiras [ainda que mal comparado] fazem lembrar esponjas, ora incham com a absorção de água, ora secam e tornam-se quebradiças. Dependendo das suas características [densidade, cor, grão, higroscopia, resistência, odor... entre outras] cada tipo de madeira tem reações mais ou menos visíveis, mas todas elas reagem. No entanto, existem tratamentos próprios que lhes atribuem uma boa estabilidade perante a exposição a ambientes instáveis termicamente ou a humidades diretamente aplicadas [fuga de água que provoquem inundações, lavagens, infiltrações...].
Além das madeiras maciças, pode ainda encontrar no mercado uma enorme variedade de chapas de compósito de madeira, com características e acabamentos diversificados. Também aqui pode ou não existir um tratamento hidrófugo, ou seja, estar ou não preparado para aguentar diferenças de temperatura e/ou humidade.
Como distinguir?
[quando a peça está acabada é muito difícil perceber se é ou não hidrófuga, já que o que as distingue está no seu miolo, na sua composição interior, pelo que é importante saber de antemão o tipo de material está a encomendar|comprar]
As chapas hidrófugas apresentam, no seu miolo, partículas verdes [ou eventualmente negras] que nos indicam claramente se estamos perante um material de qualidade superior. Um exemplo muito prático é a chapa de MDF, muito utilizada em determinados móveis, que quando acastanhada estará claramente perante uma chapa não hidrofugada, ou seja, vai reagir com muito mais rapidez e facilidade a humidades, sobretudo se as peças em causa estiverem junto a pavimentos passíveis de receber humidades [esfregonas húmidas ou exposição a produtos de limpeza]... mesmo que pintadas ou lacadas, mais cedo ou mais tarde, elas vão estalar a lacagem|pintura e ficar com um péssimo aspeto. O material vai engordar e deformar imenso e nem a inscrição no melhor ginásio resolverá o volume a mais do seu móvel.
[exemplos de chapas não hidrofugadas...]
[exemplos de patologias neste tipo de material com acabamento lacado]
No entanto, se a chapa de MDF for verde na sua composição [não falamos de pintura sobreposta ao material, mas sim do meu miolo], saberá que está perante um material com um comportamento muito mais estável e, salvo situações extremas, não terá surpresas indesejadas no que diz respeito a humidades.
Posso adiantar que, ainda assim, tivemos conhecimento de uma situação com um cliente que viu a sua casa ser alvo de uma inundação atípica, onde a água chegou a meia altura dos móveis de cozinha. Foi feita a remoção da água e houve lugar a um período de secagem com o auxílio de um desumidificador. Após este período, e quanto tudo indicava que seria necessário reparar|refazer a cozinha, os móveis não apresentavam qualquer deformação ou registo de humidade. Até para nós, profissionais, foi uma supresa agradável.
[exemplos de chapas hidrofugadas...]
[p.s. - não confunda MDF hidrófugo com chapas coloridas, informe-se sempre com um profissional]
A diferença de preço entre móveis [cozinhas, estantes, portas e etc...] poderá muito bem estar na qualidade do material em que é executado. Não compre gato por lebre! Procure sempre informar-se com o técnico [carpinteiro|comercial|vendedor|arquiteto...] que tipo de material se trata, para que possa fazer uma escolha acertada.
A pergunta chave é: Este material é hidrófugo?
05 julho 2012
oh que feitiozinho torto!
Se todos gostássemos da mesma cor, o mundo seria um tédio, um enjoo... enfim... uma monotonia... e se todos gostássemos de planos muito certinhos, tudo muito retilíneo, alinhado, repetido, conservador, provavelmente também a nossa vida seria enfadonha. Tudo precisa de um equilíbrio, a arquitetura não é excepção.
Um plano "torto" por si só dificilmente faz a diferença, precisa sempre de se relacionar com o seu todo, com o seu conjunto, com tudo aquilo que lhe é envolvente para fazer sentido.
O "torto" tem mais expressão|impacto quando aliado à ordem, assim como a ordem quando aliada ao caos... o equilíbrio serpenteia-se algures nesse meio termo... nesse encontro, nessa fusão!
Foi isso que se procurou aqui... um interior apaziguador, confortável, relaxante e um exterior movimentado, com algum dinamismo, mas sobretudo vivo!
"Não preciso que gostes de mim. Não me importo que me aches estranho, apenas quero intrigar-te e ouvir-te dizer que sou diferente, inquietantemente diferente. Se assim for, o meu propósito foi cumprido!"
03 julho 2012
escriturando...
A imaginação tem destas coisas... usa o menos esperado para uma função menos provável!
E ainda bem...aqui fica a feliz parceria entre design e carpintaria [janine ribeiro e hermínio ribeiro - carpintaria]
espero que gostem... nós divertimo-nos imenso!
02 julho 2012
o meu pequeno tigre...
Agora tenho uma pequenina bola de pêlo aos pulinhos pela casa... entre "miau", "ronron" e grandes sonecas, o meu pequeno tigre vai largando pêlos por aqui e por ali, incluindo no sofá e tapetes.
Quem tem animais de estimação sabe o quanto é maravilhosa a partilha e ligação que se estabelece com eles, o quanto nos enchem a vida de cor|alegria. Mas lidar com os pêlos não é tarefa fácil. À medida que eles crescem, o problema dos pêlos vai aumentando, assim como a dificuldade de os remover.
Dicas:
- Tapete: quanto maiores forem as fibras do tapete, mais encravados ficam os pêlos. Aconselho a adquirir uma carpete [pêlo curto].
- Aspirador: um aspirador com um bom poder de sucção ajudará a remover os pêlos indesejáveis. Tenha em atenção a limpeza regular dos filtros.
- Rolo adesivo: simples, barato e disponível em recargas, permite-lhe tirar até os pêlos mais finos tanto de sofás, almofadas e outros texteis.
- Vassoura de borracha: são ótimas para escovar pêlos em tapetes e carpetes. As franjas, por via da eletricidade estática, atraem muito bem os pêlos. Depois de soltos, passe com o aspirador.
- Escova: como prevenção deve escovar o seu animal regularmente, assim evita a propagação excessiva de pêlos. Para tal existem escovas apropriadas, disponíveis em lojas de animais ou num qualquer supermercado.
- Manta: coloque uma manta fina no sítio de eleição do seu pequeno amigo. Uma manta é mais fácil de sacudir, escovar e lavar.
- Luva de borracha*: uma solução económica e muito prática de usar é uma luva de borracha [daquelas luvas normalíssimas que se usam para limpar a casa] funcionam igualmente por via da eletricidade estática que se cria entre as fibras dos tecidos e a borracha da luva.
* Obrigada Hélia, pela partilha.
- Luva de borracha*: uma solução económica e muito prática de usar é uma luva de borracha [daquelas luvas normalíssimas que se usam para limpar a casa] funcionam igualmente por via da eletricidade estática que se cria entre as fibras dos tecidos e a borracha da luva.
* Obrigada Hélia, pela partilha.
Não deixe que o seu pequeno tigre transforme a sua casa num novelo gigante... e desfrute de uma companhia menos peluda!
29 junho 2012
para quê um profissional ?
Muitos questionam-se "porque vou eu gastar dinheiro num arquitecto/decorador/designer?
Se com esse dinheiro posso comprar qualquer coisa para o meu espaço?!" ...Será mesmo?!
Convém desde logo distinguir um curioso de um profissional. É de um profissional que estamos a falar, ou seja, uma pessoa que tenha qualificação, sensibilidade, sentido de responsabilidade e acima de tudo, alguém com quem estabeleça uma empatia|confiança.
Costumo explicar este assunto comparando com uma ida ao supermercado para as ditas "compras do mês" [tão típicas do povo português]. Imagine que precisa de um "sem número" de coisas para a sua despensa, tem duas opções:
Opção 1 - Não tem tempo a perder e segue direto para o supermercado. Como não leva nenhuma lista, e para tentar lembrar-se do que necessita, vai perder tempo a percorrer corredor a corredor, linha a linha de expositor, na tentativa de identificar o que lhe faz falta. Vai enchendo o carrinho de compras com o "isto e aquilo" que supõe precisar, e perante a dúvida [será que tenho em casa?!] leva dois ou três pacotes extra. "Ah!!! Isto está em promoção e é giríssimo, vou levar!" e nisto o carrinho vai ficando cheio e, a menos que tenha a preocupação de ir somando as parcelas, a chegada à caixa traduz-se numa experiência... mais ou menos... surpreendente! [nestes casos, a surpresa raramente é feliz]
Feliz ou não, dependendo da sua capacidade de se gerir, chega a casa e ao arrumar as compras dá conta que afinal tinha em casa imensa massa, que o sal ainda sobejava, não faltava pasta de dentes e os cereais estavam longe de terminar... mas, pensa você "não faz mal, nada disto se estraga, dá sempre jeito!"... por outro lado, falta-lhe arroz, já não tem cebolas, esqueceu-se do papel higiénico e o leite terminou naquela manhã! Trouxe a mais umas tantas coisas, de que não necessitava, e passaram-lhe em vão outras tantas de que precisava realmente.
Conclusão: vai ter de voltar ao supermercado, andar por entre corredores à pesca do que lhe falta, meter-se de novo em filas para a caixa... enfim... gastar tempo, paciência e dinheiro.
Opção 2 - Perde 5 minutos a fazer uma lista cuidada do que necessita. Chegado ao supermercado [sobretudo se não tiver tempo a perder] vai direto aos corredores das coisas que estão listadas, consegue ter de antemão uma noção de quanto vai gastar - o que lhe permite gerir compras extra ou eliminar da lista algum item menos importante. Sem grandes surpresas paga a sua conta, chega a casa, arruma as suas coisas [não lhe faltam, nem lhe sobejam coisas desnecessárias] e aproveita o resto do tempo para fazer o que lhe apetecer.
Obviamente que para a sua lista de "compras do mês" não necessita de ajuda!
Mas agora compare uma lista de "compras do mês" com uma lista de compras de todos os materiais, trabalhos, equipamentos, pormenores, acessórios e etc's... necessários à obra que tenciona levar a cabo. Já pensou nisso? E conseguir escolher o material ou acessório adequado ao seu espaço? Nem sempre é tarefa simples.
Além da complexidade que esta lista apresenta, estão envolvidos montantes bastante diferentes e, ao contrário das "compras do mês" onde o que compra a mais pode sempre utilizar, nem todas as compras desnecessárias de materiais se conseguem trocar|devolver.
Saiba que cerca de 80% das obras não coordenadas|planeadas sofrem derrapagens em que o valor final dispara para mais de metade do valor inicialmente previsto, chegando algumas a custar [incrivelmente] o dobro do que se previa.
Investir num profissional de confiança é garantir que a sua obra é bem sucedida.
Um profissional não lhe dá só ideias,
não o ajuda unicamente a planear espaços|ambiências,
ajuda-o também a gerir o seu orçamento!
25 junho 2012
luxo à minha medida!
Ter um espaço acolhedor, confortável e/ou requintado está ao alcance de todos, porque um espaço com estas características não significa necessariamente um investimento fora do seu alcance. Pequenos ajustes de elementos, cor, textura e alterações na disposição espacial, podem reconfigurar o seu espaço e modificar o seu modo de o habitar.
O ambiente com que sempre sonhou pode estar bem mais ao seu alcance do que julga.
Dicas:
- Montante: Comece por estabelecer um montante máximo que pretende gastar. Já estabeleceu? Ótimo, agora retire a esse valor 10%, é com esta resultante que vai contar. Os 10% servirão para qualquer imprevisto ou compra extra que decida fazer.
- Começo: Perca alguns minutos a olhar com atenção o seu espaço. O que é que lhe desagrada? Faça uma lista das qualidades versus inconvenientes que o espaço tem. Deste modo, terá uma maior noção do que precisa efetivamente de alterar.
- Projeto: Planeie com calma as suas intenções [não compre/encomende por impulso, pense no conjunto antes de tomar qualquer decisão]. Nesta fase será vantajosa a ajuda de um profissional [arquiteto, decorador, designer] que para além de o ajudar a fazer as escolhas mais acertadas, terá um papel decisivo no controlo de gastos e na harmonização espacial de acordo com as suas necessidades. Lembre-se que um profissional poupar-lhe-á deslocações, indecisões, perdas de tempo desnecessárias, escolhas mal planeadas e, obviamente, dinheiro. Investir num profissional é assegurar que não gasta mais do que havia planeado e que o sucesso do resultado final é garantido.
- Apoio: Escolha um profissional que o acompanhe do início ao fim, alguém em quem deposita confiança e que se mostre sempre disponível para esclarecer/aconselhar em qualquer dúvida. [outra publicação dentro desta temática: "para quê um profissional?"]
- Pesquisa: Caso siga em frente sem o apoio de um profissional, comece por fazer uma pesquisa e vá listando as suas ideias.
- Listagem: No momento da compra deverá ter em sua posse uma listagem com preços estimados, de todos os materiais/acessórios que concordou adquirir [caso tenha ajuda de um profissional, ele tratará desta parte, menos emocionante, por si] com esta listagem não terá surpresas indesejadas no ato da compra.
- Obra: Durante todo o processo de alterações mantenha-se atento. No caso de alterações que implicam técnicos [pintura, carpintaria, electricidade, etc..] deve escolhê-los com algum cuidado e esclarecer bem o tipo de trabalho que pretende adjudicar, acautelando o avanço dos trabalhos [isto, uma vez mais, caso não tenha o apoio de um profissional]. Estabeleça prazos para a conclusão da obra [quando as alterações são mínimas, alguns técnicos tendem a estender os prazos de finalização dos trabalhos, bem mais do que é desejável, por isso defina desde logo com os técnicos uma data de conclusão que terão de respeitar].
- Resultado: Finalmente e depois de toda a euforia e diversão que é fazer uma mudança no seu espaço... aproveite, desfrute e sinta as mudanças positivas acontecerem na sua qualidade de vida.
Vários são os truques para remodelar o seu espaço à medida das suas possibilidades e sonhos. Procure um profissional que o apoie.
Se precisar de ajuda, estou por aqui janineribeiro.arq@gmail.com.
22 junho 2012
aniversário !
Simplesmente porque hoje é um dia especial. Não mais do que todos os outros, mas apenas por ser o meu aniversário... e por saber que um novo ciclo de fabulosos desafios se aproximam... [muitas linhas tentei escrever neste intervalo. Nenhuma delas era suficientemente fiel ao que sinto, se não mesmo e somente isto:]
21 junho 2012
mergulhando nos meus rabiscos...
[Para mim] não faz sentido pensar em projeto sem desenhá-lo à mão, sem rabiscá-lo "n" vezes, sem testá-lo intuitivamente!
Rabiscar é um ato de liberdade, de criatividade e de experimentação essenciais à aferição de proporções e de articulação do conjunto.
Quando o cérebro está ligado de um modo direto|imediato à folha por via da mão [sem teclas, atalhos, códigos, comandos, cursores] tudo se torna mais errante, o que criativamente é ótimo... já que por via do erro descobrimos novas formas de desenhar, novos modos de construir, novos traços, novas lógicas, novas ideias... e soltamo-nos dos pré-conceitos...
Rabiscar é pensar com a ponta dos dedos conectada intimamente com a imaginação...
Rabiscar é comunicar com os outros e sobretudo consigo mesmo...
Rabiscar é ousar|permitir que de um erro de precisão, nasça algo novo...
Adoro estes meus rabiscos!
19 junho 2012
aromas pelo ar!
Já pensou ter um "ambientador natural" [sem pilhas, nem recargas] a espalhar cor, vida e aromas pelo seu espaço? Que tal um pequeno jardim aromático que viaja por entre o "isto e aquilo" que habita o seu espaço e termina deliciosamente no seu prato.
Falo obviamente de um jardim de plantas aromáticas. Muito fáceis de adquirir|manter e existem imensas variedades... além de elementos decorativos, são ótimas aliadas nos seus cozinhados.
Dicas:
- localização: selecione um local solarento, 4 a 6horas de luz diária, de perferência indireta. Temperatura ambiente a rondar os 25º.
- tipologia: pode optar por sementes ou planta crescida... sendo que o ato de semear e vê-la crescer é mais divertido|especial.
- suporte: use a imaginação, mas certifique-se que o tamanho é apropriado ao tipo e quantidade de erva aromática a semear. Vai necessitar de terra normal|fértil com mistura de areia é o ideal para que a terra fique solta e permeável, adequada ao desenvolvimento de plantas desta natureza.
- espécies: existem várias espécies que convivem|combinam muito bem plantas num mesmo suporte... acautele as misturas e tire partido dessa fusão visual e aromática.
- semear e cuidar: normalmente desenvolvem-se rapidamente e as colheitas sucedem-se. Regue periodicamente, mas sem exageros. Estas plantas não necessitam de muita água. Deve ter especial atenção à rega nos periodos quentes do ano e nos períodos mais frios resguarde-as dentro de casa, mas afastadas de fontes de calor [ar condicionado, lareiras, etc...]. Não necessitam de adubo, no entanto, se verificar que o crescimento é demasiado lento, poderá colocar uma pequena porção de de fertilizante liquido, diluído numa porção maior de água. Uma só aplicação deverá ser o bastante, mas pode sempre ir fertilizando de dois em dois meses, mantendo-as mais bonitas e verdejantes.
- colher e saborear: normalmente atingem o melhor sabor imediatamente antes de florescerem, esteja atento. Depois de florescer pode e deve dar um corte [não mais do que 1/3 da planta] fortalecerá o seu crescimento.
e depois... bom, depois é saborear!
... tomilho, salsa, mangericão...
... coentros, alecrim, hortelã...
... menta, erva-cidreira, oregãos...
... funcho e cebolinho...
Deixe-se envolver nestes aromas... experimente!
18 junho 2012
sempre em forma!
Manter a forma fisíca é mais do que uma preocupação estética. Aliás, é um ato de consciência para consigo mesmo. Uma atitude|escolha de vida que influencia|melhora a qualidade de vida|saúde. Se por um lado somos o que comemos, por outro também somos o quanto nos mexemos. E a nossa saúde|bem estar começam precisamente aqui.
Apresento-vos os ginásios:
Foram várias as preocupações tidas em conta na execução destes projetos - mobilidade, funcionalidade, segurança e sobretudo o bem-estar espacial e luminosidade.
Equipa de projeto [Janine Ribeiro, DC-Consultores de Engenharia, EPO engenharia]
Equipa de projeto [Janine Ribeiro, DC-Consultores de Engenharia, EPO engenharia]
Nestes dois ginásios poderá contar não só com um espaço adaptado arquitetonicamente, mas também com profissionais experientes que orientam cada treino de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Inspire-se a mudar a sua vida... Bons treinos!
15 junho 2012
pictorizando...
Estes são aqueles momentos que vou congelando em papéis|memórias, porque simplesmente estão carregados de mim, de ti, de nós, de todos e de coisa nenhuma... aqueles que preenchem esta nossa|minha existência ...
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